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sábado, 5 de junho de 2010

quarta-feira, 28 de abril de 2010

PNDH-3

Vale a pena conferir o que esse padre falou...

Homilia pronunciada no dia 31/01/2010, pelo Padre Paulo Ricardo* a respeito do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3).O decreto pretende impor à Nação e aos Brasileiros que nele vivem, políticas desumanas e incompatíveis com o cristianismo. Trata-se de um instrumento para a criação de uma “nomenklatura”, uma casta de dirigentes alinhada com a ideologia governante e que, na prática, exclui os verdadeiros cristãos do aparato de governo.

Meus queridos irmãos e irmãs eu costumo sempre fazer a homilia a respeito do Evangelho, porém, o missal permite que se faça a homilia a respeito de alguma necessidade da comunidade. Será o caso da homilia de hoje.

Nós vivemos em um tempo de graves e sérias mudanças em nosso país. Já no apagar das luzes do ano de 2009 o presidente da república assinou um decreto de um Plano de Desenvolvimento dos Direitos Humanos. O decreto é muito extenso, várias paginas, o português é jurídico, difícil de leitura, mas o que o decreto faz é o seguinte:

Ele cria duas categorias de cidadão, existe agora, a partir do Decreto de Sua Excelência o Presidente, dois tipos de brasileiros, aqueles que podem ser funcionários públicos e não são cristãos, e aqueles que são cristãos e são cidadãos de segunda categoria. Essa é a conseqüência desse decreto.

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....... através desse decreto nenhum funcionário público pode ser contra o aborto, nenhum funcionário público pode ser contra o casamento de pessoas do mesmo sexo, nenhum funcionário público pode ser contra invasões despropositadas de terra. Nenhum funcionário público pode ser contra a lei e aquilo que é a política do governo de retirar de todos os locais públicos símbolos religiosos.

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O senhor presidente da república decretou que ninguém pode ser cristão e servir este país. A gravidade desse decreto, a gravidade desta decisão não está minimamente à altura do barulho que nós ouvimos na mídia e do barulho que nós ouvimos feito pelos senhores bispos do Brasil, que graças a Deus estão protestando, mas não estão protestando com a veemência que deveriam protestar.

Estamos vendo a instauração dos pressupostos de uma futura ditadura! Para que haja uma ditadura é necessário que haja uma nomenklatura, ou seja, um grupo de burocratas fidelíssimos que implantem essa mordaça na população, é assim que se faz uma ditadura.

É necessário que a Igreja Católica erga sua voz contra esta infâmia que Clama aos Céus. Se algum padre ou algum bispo pretende ser prudente e guardar o silêncio, eu não guardarei! Porque não quero entrar para a história como os bispos que covardemente não levantaram a voz quando Hitler começou a governar a Alemanha em 1933.

Meus irmãos, Hitler foi eleito democraticamente. E levou 6 (seis) anos para que ele finalmente fizesse um ato de guerra e invadisse a Polônia, durante estes 6 anos enquanto ele ia tomando o poder gradualmente e abolindo a democracia na Alemanha, pouquíssimos foram os bispos valorosos, tementes a Deus, que ergueram a sua voz para protestar contra esse tipo de desmando.

Não estou acusando o senhor Presidente da República de genocídio nazista e nem de ser um outro Hitler. Eu só estou fazendo um paralelo na história e dizendo que é vergonhoso que bispos e padres não estejam à altura do seu povo e de suas ovelhas e levantem a voz quando a falta de respeito pela população brasileira se torna clamorosa, infame, desavergonhada!

94% dos brasileiros são contra o aborto! E, no entanto esta corja de patifes que nos governa quer a todo custo implantar o aborto custe o que custar. Tentaram através de lei no congresso não conseguiram, agora, então, tentam através de decreto, para que então só haja funcionários do governo que se calem, amordaçados, e sejam punidos com atos administrativos aqueles que não seguirem a cafagestagem desta tirania que está abolindo com a democracia no Brasil.

Meus irmãos; é necessário que nós cidadãos e cristãos não fiquemos indiferentes. Eles irão repetir a ladainha de sempre de que a nossa religião é um fato privado e que ninguém deve usar a sua religião para colocar as políticas públicas. O problema é o seguinte, o ateísmo também é uma atitude religiosa, o ateísmo também é uma religião, o ateísmo também é uma forma de se relacionar com o fato religioso. Uma minoria de ateus desavergonhados quer amordaçar a maioria dos cristãos deste país. Eles dizem que ficam ofendidos com a presença de crucifixos nos nossos tribunais, e eu digo que fico ofendido com uma parede vazia no tribunal. Porque uma parede vazia num tribunal é também uma atitude religiosa, porque viver como se Deus não existisse também é uma atitude religiosa, porque, impedir os cristãos deste país de longa tradição cristã, 5 (cinco) séculos de cristianismo, de manifestarem publicamente a sua religião porque um grupelho de ateus imorais não quer ver a nossa piedade e a nossa religião é algo simplesmente inaceitável, é algo diante do qual nós não podemos nos calar.

Como pastor de almas, eu preciso dizer isto. Eu preciso dizer que não irei me calar diante de uma política do governo que quer implantar o aborto custe o que custar. Porque eu não quero carregar na minha consciência a mortandade de milhões de crianças que se seguirá a esta política genocida. Como pastor eu devo erguer a minha voz contra um governo que quer a todo custo equiparar o casamento heterossexual único e indissolúvel a uma união de pessoas do mesmo sexo, isto é uma afronta, isso é um insulto!

Nós não podemos dizer que o ato sexual homossexual tem a mesma dignidade do ato sexual heterossexual, meus irmãos todos nós nascemos de um ato sexual heterossexual, da união de um homem e de uma mulher. Todos nós devemos à santidade e a grandeza do sexo entre um homem e uma mulher a nossa existência. O que é que um homem com homem pode produzir, além de excrementos? O que é que uma mulher e uma mulher podem produzir? Absolutamente nada! A esterilidade destes atos sexuais não pode ser equiparada à grandeza e a fertilidade dos atos que Deus quis e planejou, que é o ato entre um homem e uma mulher. E a Igreja Católica não pode, não deve e se Deus quiser não irá se calar diante desta perversão.

Nós não estamos querendo colocar nenhum homossexual na cadeia, como eles, aliás, querem me colocar na cadeia, e a você também se você abrir o bico. Porque já existe no congresso tramitando uma lei, PL 120 (nota: trata-se do PLC 122/2006), que pretende punir como crime inafiançável qualquer ato de discriminação contra pessoas que advogam o sexo com o mesmo sexo. Eu não quero colocar nenhum homossexual na cadeia, enquanto houver sociedade cristã os homossexuais continuarão tendo o direito civil de ter as relações sexuais que quiserem sem ser ameaçados com a cadeia. Mas por favor, não queiram calar a nossa boca e não queiram nos obrigar a achar tudo isso muito bonito e decente.

Uma coisa é um crime, outra coisa é um pecado. O homossexualismo não é um crime, mas é um pecado! Porque não está no projeto de Deus, porque Deus não o quis. Todo homossexual enquanto os valores cristãos guiarem o nosso país, todo homossexual terá todo o direito de sê-lo, de ser homossexual o quanto quiserem e de fazer os atos sexuais que quiserem, mas não queiram que os elogiemos por isto, não queiram que nós achemos tudo isso muito santo e decente porque a palavra de Deus nos proíbe. Criminalizar esta minha opinião é criminalizar o cristianismo. Este PL 120 (nota: trata-se do PLC 122/2006) está simplesmente pretendendo criminalizar o cristianismo.

Vocês sabem que já está em vigor esta realidade no nosso país, não através de lei, mas através de jurisprudência. Aconteceu em Fortaleza que uma igreja evangélica, quis, pagou, e colocou outdoors na cidade, cartazes com versículos bíblicos e nada mais. Os versículos da Bíblia que dizem que o homossexualismo é um pecado, simplesmente “a frase da bíblia”, a citação, só isso. Um grupo do movimento dos direitos dos homossexuais entrou com uma ação contra esta Igreja e o juiz mandou retirar os cartazes. Vocês sabem o que é isso? Isso significa que o cristianismo no nosso país já é um crime, para alguns juízes já é um crime, para alguns juízes ter a opinião da bíblia é um crime. E assim eles vão instalando esse tipo de aberração no nosso país.

Querem que nós aceitemos o apoio total e irrestrito destes grupos de facínoras que invadem as terras e que tomam conta das áreas produtivas do nosso país para não produzirem absolutamente nada. Este bando de cafajestes chamado MST é o maior latifundiário deste país, entretanto não produzem uma banana. Porque o que querem é destruir simplesmente a nossa sociedade, a eles não interessa minimamente a produção, a eles não interessa minimamente aquilo que seja a ordem, aquilo que seja uma democracia.

Nosso governo que exige de todos nós todo tipo de documento, para sequer comprarmos na farmácia ao lado uma cápsula de aspirina, não exige um documento sequer do MST para despejar milhões de reais nessa organização criminosa. Não sei se os senhores sabem, mas o MST não existe juridicamente, eles não têm sequer um CNPJ, não existe a pessoa jurídica, não existe a firma MST, e mesmo sem, mesmo estando irregulares eles recebem milhões de reais todos os anos, do nosso governo, e o país adormentado, assiste a instauração de uma ditadura, e a perversão da ordem do nosso país.

Nós não podemos permanecer calados diante disso, Clama aos Céus este ato. Que um presidente da república seja irresponsável o suficiente de dizer que assinou este decreto sem ler, em qualquer país civilizado seria suficiente para um impeachment, para que ele já tivesse sido estromesso (Nota: deposto) do palácio do planalto. Que um homem assine um decreto desta enormidade, e diga que nem sequer leu, é de uma cara de pau tão grande, que nós não podemos sequer sonhar com uma coisa dessas. Como, senhor presidente, o senhor não leu, se todas estas cláusulas que o senhor acaba de assinar estava no seu plano de governo quando o senhor se candidatou pela primeira vez em 2002?

Infelizmente o nosso país elege presidentes não pelos seus planos de governo, mas elege presidente pelas propagandas eleitorais. Propaganda aceita tudo, (com) propaganda se faz aquilo que se quer. Infelizmente, infelizmente esta minha homilia não pode ser classificada como propaganda eleitoral para um outro partido. Porque infelizmente os outros possíveis e prováveis candidatos de outros partidos têm o mesmo desgraçado plano de governo.

Nós podemos nas próximas eleições ir votar e eleger, e escolher entre: lúcifer, satanás, belzebu, o diabo e o capeta. Porque tudo será, no final, a mesma coisa. Porque se o Lula defende isso, a Dilma também o defende, o Serra também o defende, e mais todo o resto da corja que quer se candidatar a presidente da república. Não existe partido, não existe partido que numericamente seja representativo, que esteja realmente representando a opinião do povo brasileiro. Infelizmente, infelizmente, os senhores congressistas, infelizmente os cargos que nós temos no executivo, e infelizmente também o judiciário, estão todos pela ocupação de espaço, pela política da ocupação de espaços, estão todos alocados para pessoas revolucionárias, anti-cristãs de esquerda.

Esta é a situação deste país. Esta é a nossa situação. Agora não esperem os métodos de Hitler, porque hoje em dia não se faz mais ditadura com derramamento de sangue, hoje em dia as ditaduras são feitas por revoluções de veludo, como este decreto que nós acabamos de assistir. As revoluções de veludo que vão, lenta e gradualmente, comendo os direitos democráticos sem que sequer as pessoas notem isso. Sequer as pessoas estão notando a demência que é pedir de um funcionário público que ele professe a fé no credo do governo e do partido governante. Isto jamais existiu numa democracia. Nós estamos sendo governados por uma ideologia que tem a sanha do poder. Eles não irão parar por aí. Se nós - nós - não fizermos ouvir a nossa voz infelizmente não existe nenhum movimento organizado para rebater isto tudo. Então o que podemos fazer de concreto? O que podemos fazer agora é abrir os olhos das pessoas para o que está acontecendo.

Para que isto um dia se torne um movimento. Para que isto um dia se torne um movimento de cristãos e não-cristãos, amantes da democracia que queiram deter esta raça de gente, esta raça de mal-feitores que desgraçadamente nos governa. Que Deus tenha piedade do nosso país!

Quero concluir esta homilia, recordando, porém, a providência de Deus, não para que nós fiquemos de braços cruzados não é isso. Mas para que não nos desesperemos. Deus está conosco e se Deus está conosco quem será contra nós? Nós podemos e devemos articular a nossa ação política para que como cidadãos tenhamos direito de existir como cristãos.

Meus irmãos eu não estou fazendo campanha de nenhum partido político, porque infelizmente eu os detesto a todos. Porque todos, todos, sem exceção são cúmplices desta enormidade que nós estamos assistindo. Não estou dizendo votem em fulano, em beltrano e sicrano, eu estou dizendo: Vamos acordar!

Deus está conosco. Deus é por nós. Mas se Deus é por nós, nós precisamos também ser por Deus. Deus está do nosso lado e nos defende. Mas nós também precisamos nos acordar. E realizar atos corajosos de protesto. Espero em Deus nosso Senhor que padres e bispos do nosso país, lideranças leigas, acordem para estes fatos e nós possamos assim, em período breve, organizar marchas pela liberdade. Não a favor de nenhum partido político, marchas pela liberdade simplesmente dizendo que nós não estamos de acordo a que os políticos no congresso nacional simplesmente estejam moucos (Nota: surdos) à voz da população.

Infelizmente do outro lado eles são bem informados, eles tem militância, eles tem constância, eles são aguerridos. Do nosso lado nós não temos militância nenhuma, então não adianta agora querermos conclamar nada. Precisamos primeiro tomar consciência, precisamos primeiro nos inquietar, para que depois, uma vez que haja uma população inquietada, possamos fazer uma manifestação pública, porque se eles não ouvem a voz de Deus e a voz da Moral, pelo menos a voz do voto de milhões de insatisfeitos eles irão ouvir!

* Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior nasceu no dia 7 de novembro de 1967 e foi ordenado sacerdote no dia 14 de junho de 1992, pelo Papa João Paulo II. É bacharel em teologia e mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana (Roma). Atualmente, leciona nos cursos de Filosofia e Teologia.

Desde 2002, a Santa Sé o nomeou membro do Conselho Internacional de Catequese (Coincat), da Congregação para o Clero.(Currículo retirado do site do próprio Revdo. Pe, no endereço eletrônico: http://www.padrepauloricardo.org/site/?page_id=2>).



quinta-feira, 4 de março de 2010

Cristãos devem defender Leis Cristãs

Cristãos devem defender Leis Cristãs
(Texto inspirado em William Willbeforce)

É muito comum ouvirmos cristãos dizendo que os cristãos não devem defender leis contra o aborto, contra o homossexualismo ou qualquer outro tema porque criar leis não combina com o evangelho (1).

É dito ainda que Deus não obriga ninguém a nada, pois deu livre-arbítrio ao homem, e portanto não devemos obrigar. Dizem: "Se Deus não obriga ninguém a obedecê-lo, quem somos nós para obrigar alguém?" (2)

E também há os que dizem que uma lei não transforma o coração das pessoas, e já que Deus olha o coração, não devemos nos ocupar com leis (3).

São 3 argumentos interessantes. Tudo isso é muito bonito quando temos em mente a tarefa da igreja de evangelizar as pessoas. Mas na verdade essa é uma tentativa do diabo de calar os cristãos. Que aliás tem tido sucesso.

De fato não podemos obrigar ninguém a se converter ao cristianismo, e lei alguma transforma o coração das pessoas. Querer converter às pessoas ao evangelho através de leis seria uma tolice e não combinaria com o ensino de Cristo. Aliás, foi essa tolice que o Imperador Constantino cometeu: editou uma lei dizendo que todos deveriam se converter ao cristianismo!

Hoje não temos visto nenhum cristão querendo repetir esse erro. O que temos visto são cristãos que almejam leis justas e responsáveis para seu país!

A rigor, nenhuma lei combina com o evangelho, afinal toda lei pune de alguma forma (condena, multa, prende ou executa). O Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna para os homens que escolhem viver no pecado.

Mas as leis são necessárias para evitar o caos na sociedade. As leis servem para refrear os pecados das pessoas, e sem elas ficaríamos a mercê do "salve-se quem puder".
Foi o próprio Deus quem disse que o Estado deve cumprir esse papel protetor.

Rom:13:1: TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
Rom:13:2: Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Rom:13:3: Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Rom:13:4: Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
Rom:13:5: Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
Rom:13:6: Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.


Uma vez que o Estado tem esse papel protetor, as leis do Estado devem ser justas. E como vivemos numa democracia nada mais natural que nós cristãos nos mobilizarmos por leis justas, baseadas nos valores bíblicos. Sabemos que os valores bíblicos trazem bênção e prosperidade para o povo que o pratica. Os cristãos primitivos não se mobilizaram politicamente pois não viviam numa democracia, mas a pregação deles foi mudando a opinião pública da época em vários assuntos, afetando a sociedade e mais tarde o Império todo. E hoje além de mudar a opinião pública pela pregação, podemos exercer nossa cidadania.

Em nossa nação temos leis que condenam os assassinatos, os estupros, o roubo, a pedofilia, etc... Da mesma forma precisamos de leis que condenem o aborto, o casamento gay, o infanticídio indígena, a maconha, etc.

No que se refere ao Evangelho Jesus ama a todos e quer salvá-los (pedófilos, assassinos, estupradores, etc). Mas o país precisa de leis que proíbam a pedofilia, assassinatos, estupros, prostituição, etc.

À medida que entendemos a profundidade de nossa própria cosmovisão cristã, não levaremos uma vida meramente de contemplação, mas também de ação.

Hoje em dia, mais do que nunca, os cristãos precisam se unir para defesa de leis justas no Parlamento. É  preciso impregnar a sociedade com os valores da Palavra de Deus. Precisamos "salgar" a terra. Não falo apenas em eleger políticos cristãos, mas também de conscientizar a sociedade e pressionar os parlamentares.

A sociedade já sabe porque roubar e matar é ruim. Mas é preciso mostrar à sociedade porque o aborto e a ideologia de gênero são ruins. Além de dizer que a Bíblia condena, temos fortes argumentos que mostram o malefício de liberar essas práticas.

Alguns alegam que não devemos impor nossos valores. Na verdade a questão é: quem vai impor valores: os "esquerdistas" ou os conservadores? Se formos omissos estaremos aceitando que valores anti-cristãos prevaleçam, mesmo numa sociedade com maioria cristã.

Todos sabemos que o testemunho cristão deve ter primazia e nesse sentido a igreja evangélica tem questões a tratar. Mas muitos cristãos não percebem que esse discurso de não envolver-se politicamente é o mesmo que fez a Igreja Cristã da Alemanha calar-se diante do NAZISMO. Poucos cristãos combateram o nazismo na época, mas hoje são vistos como heróis. Hoje podemos erguer nossa voz ou calar-se diante da ideologia socialista.

No século XVIII William Willbeforce (*) e outros cristãos se mobilizaram pelo fim da escravidão no Reino Unido. São admirados até hoje porque decidiram lutar por leis justas, por leis cristãs. Willbeforce era a voz cristã no Parlamento, mas os cristãos abolicionistas fizeram muitas ações para conscientizar a sociedade: distribuíram o livro de um ex-escravo contando os maus tratos que sofreu e também o livro de um ex-capitão de navio negreiro, contaram a todos como era o interior dos navios negreiros, levaram pessoas para conhecer essa realidade, pregaram aos quatro cantos que todos os homens são iguais perante Deus...

Com toda essa mobilização mudaram a opinião pública - isso levou décadas!
E vale dizer que nem todos os cristãos da época concordavam com o grupo abolicionista.

Assim como hoje nem todos os cristãos se mobilizariam contra o casamento gay ou o aborto, mas se aqueles que entendem a seriedade do assunto se mobilizarem podemos mudar a opinião pública.

Alguns afirmam que é melhor não fazer nada e enfrentar a perseguição depois. Mas vemos que o apóstolo Paulo desejava que os cristãos tivessem uma vida sem perseguição do Estado: [Ore] Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade (1Tm:2:2).

Sabemos que a mídia hoje criticará qualquer iniciativa contra o casamento gay ou o aborto. Os cristãos abolicionistas também foram difamados e criticados, mas no final o mundo entendeu que estavam certos. Os cristãos que lutaram contra o nazismo (nacional-socialismo) eram mal vistos, mas hoje são heróis!

Se queremos evitar sérios prejuízos para as gerações futuras precisamos nos posicionar abertamente contra o aborto, ideologia de gênero, pedofilia, feminismo, liberação das drogas ou qualquer outra investida diabólica que ameace a dignidade humana. E fazer isso com bons argumentos.

Se você é cristão ou simpatiza com essa causa, você pode:
- associar-se a um grupo pró-vida;
- votar em políticos cristãos sérios (**);
- divulgar testemunhos de homossexuais convertidos ou de sobreviventes de abortos;
- publicar textos mostrando como o aborto é cruel, etc;
- e muitas outras ações.

Faça sua parte! Aja pelo bem da sociedade.

Muitos nos virão como fundamentalistas. Não se preocupe: é preferível o aplauso de Deus do que dos homens.

Sobre gêneros e homossexualidade:
- Lembre-se que não estamos lutando contra os gays, trans, etc. Queremos o bem deles.
- As igrejas cristãs precisam fazer a lição de casa: fortalecer o discipulado e estar preparadas para acolher aqueles que querem abraçar a heteronormatividade.

Em amor,
Pr Cleber.

(*) Recomendo a você assistir o filme "Jornada pela Liberdade" - o filme conta a história de William Willbeforce. 
(**) Também tenho restrição com vários políticos cristãos que não dão testemunho, que compram votos de igrejas, etc. Mas ainda creio no poder de Deus para transformar as pessoas e mantê-las puras mesmo no meio sujo que é a política.
(***) Por fim vale dizer que também devemos nos posicionar também contra a corrupção que assola o país, especialmente no meio político. Essa é uma causa que a sociedade já está abraçando, mas que precisamos apoiar. A bancada evangélica deveria ser o baluarte da honestidade. Temos que exigir isso.


Adendo 1: Não penso que tudo que está na Bíblia deva virar lei, mas muita coisa precisa ser mantida na lei pelo bem da sociedade.

Adendo 2: Não defendo uma teocracia, mas uma democracia onde os cristãos façam valer sua voz. Creio que deve haver a separação Igreja/Estado, mas a Igreja não deve se calar, deve pressionar! É contraditório que em países de maioria cristã se aprovem leis pró-aborto, casamento gay, liberem a maconha, legalizem a prostituição, etc... No Estado Laico não existe uma religião oficial, mas os cidadãos de todas as religiões podem participar da política ativamente se assim desejarem. Nós cristãos não podemos nos calar.

Adendo 3: Sei que certos parlamentares evangélicos agem por interesses próprios visando liberar som alto de igrejas, conseguir terrenos, impedir que templos sejam vistoriados, etc. Definitivamente esse corporativismo não tem respaldo bíblico e não chamo isso de leis cristãs.