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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Estado Laico versus Neutralidade Moral

Estado Laico vs Neutralidade Moral!

Estado Laico não significa Neutralidade Moral! Uma das falácias mais comuns que ouço de cristãos progressistas (e de esquerdistas em geral) é que o Estado é laico e portanto não podemos "impor" nossa moral cristã aos demais cidadãos do país.

O que muita gente não percebe é que esse discurso é apenas uma mordaça que inventaram para calar a maioria cristã do Ocidente.

O Estado é Laico, mas não é amoral. A própria idéia de um Estado implica em haver leis e, portanto, há uma moral oficial do Estado.

Por exemplo: 
- na maioria das nações a propriedade privada é algo respeitado, mas há países (comunistas) onde tudo é do Estado.
- em alguns países a pena de morte é praticada (EUA e Irã), já na maioria dos países não se pratica a pena de morte.
- alguns Estados liberam o aborto (como o Japão), outros o proíbem.
- etc.

Fica claro que em todo Estado há uma moral aceita pelos governantes (legisladores). Sem um sistema moral cairíamos no anarquismo onde cada um faz o que quer e é cada um por si.

Repito: Não existe Estado com moral neutra. Sempre existe um sistema moral usado como base para criar as legislações de um país. A questão é qual sistema moral rege as leis da nação.

Há países regidos pela moral judaica (Israel), cristã (parte do Ocidente, Uganda), muçulmana (Irã, Arábia, etc), "progressista" (grande parte do Ocidente tem migrado da moral cristã para a progressista), comunista (Coréia do Norte, China), hindu misturada com cristã (Índia), etc.

Por isso quando alguém fala que a igreja deve se calar porque o Estado é Laico na verdade está apenas dizendo que prefere que o Estado seja regido por outra moral ao invés da moral cristã.

Um conservador defende a permanência dos valores morais tradicionais que em geral são comuns à moral judaica, cristã e islâmica, inclusive tendo muitos pontos de acordo com a moral hindu e a moral budista. Por exemplo: hindus e budistas também desaprovam o homossexualismo, a promiscuidade sexual, etc.

Observe que os conservadores não querem um Estado com religião oficial. Mas defendem os valores morais tradicionais, que também são comuns à grandes religiões.

O maior êxito dos progressistas é fazer os cristãos pensarem que eles defendem um Estado Neutro, mas não se trata disso.

Quando algum progressista vociferar que o Estado é Laico responda que você é um cidadão com plenos direitos e que prefere a moral conservadora. 

Não precisamos da moral progressista (ou comunista) para termos um país melhor. Precisamos é de governantes sérios e competentes com uma visão econômica com menos Estado.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Separação da Igreja e Estado

Separação da Igreja e Estado

No excelente blog "Teologia Pentecostal" meu amigo Gutierres escreveu o seguinte:

"Independente se o presidente é a favor ou contra o aborto, por exemplo, quem decide isso é o legislativo (deputados federais e senadores). Marina Silva é uma mulher democrática e nunca imporia seus valores cristãos na sociedade brasileira. Nenhum político cristão fez e faz isso. Só gente tonta fica pensando essas coisas. É fruto de uma ignorância histórica. O cristianismo não é islamismo. Não existe Estado cristão absoluto, mesmo no Vaticano existem não cristãos. O laicismo nasceu em sociedades protestantes."

Gostaria de comentar esse assunto.
De fato é o legislativo quem cria as leis, mas não podemos ser ingênuos: o presidente tem muita influencia no Congresso. Além disso, o executivo tem esferas de atuação que independem do congresso.

O Executivo não pode aprovar o casamento gay ou o aborto, mas pode fazer outras ações nesse sentido. O governo pode criar programas diversos que promovam valores não-cristãos (que até onde sei não passam pelo crivo do congresso).
Veja alguns exemplos:

1 - Programa Brasil sem Homofobia que apóia as causas gays.
Veja que esse programa é obra do Executivo. Se Lula e o PT não estivessem no poder executivo não teríamos esse programa.

2 - Combate à AIDS que incentiva o sexo precoce
Existe um programa do Executivo para distribuição de camisinhas em máquinas que parecem de refrigerante, que aliás passam uma idéia de que fazer sexo é algo banal como tomar refrigerante. Precisamos combater a AIDS, mas sem incentivar o sexo precoce.

3 - Programas de Educação ideológicos
O MEC atua na escolha dos livros escolares, e tem optado por livros de história que enalteçam os heróis do socialismo, ou seja, exerce influência ideológica. Além disso desenvolve uma "educação sexual" cada vez mais precoce onde o homossexualismo é tratado como mera opção.

4 - Combate às Drogas ineficaz
Na questão do combate às drogas o governo federal tem sido muito omisso. Falta vigiliância nas fronterias e falta apoio para as casas de recuperação de dependentes químicos.
O Projeto REDUÇÃO DE DANOS do governo federal (trazido da Holanda) tem 2 kits, um para usuário de drogas injetável (seringas, agulhas, preservativo, recipiente e água sanitária para a devida limpeza após o uso) e outro para usuário de crack (preservativos, gel lubrificante, cachimbo e todos os apetrechos necessários). Esse programa é ineficaz porque o usuário de drogas quando está em "viagem" perde o senso crítico e não tem os cuidados necessários. Vale comentar que no início esse programa distribuia inclusive uma pequena porção de cocaína numa embalagem plastica lacrada, mas isso já parou.


Veja que só esses casos já servem para mostrar que um presidente pode sim influenciar moralmente um país.
Não estou fazendo campanha para nenhum candidato, apenas quero combater essa idéia de que o presidente não influencia o país moralmente. Influencia e muito!

Aliás, caso algum dia um evangélico se torne presidente espero que influencie o país com os valores cristãos. Prefiro uma Marina Silva cristã que uma Marina em cima do muro!

Um cristão na política tem que influenciar e defender valores cristãos.
Isso não significa criar um Estado Cristão, mas influenciar o Estado Laico.
[Leia meu artigo sobre defender leis cristãs.]

Para muitos a Separação da Igreja e o Estado significa que a igreja nunca deve se envolver com algo que seja de preocupação política. Na verdade a separação significa que a Igrejas não está subordinada ao Estado e nem o Estado à Igreja. Mas é evidente que a igreja deve "salgar a terra" influenciando o Estado.

Recomendo ler esse texto do site Monergismo: A Separação Marxista da Igreja e o Estado

PS.: Um outro exemplo de como o poder Executivo pode influenciar em questões morais aconteceu aqui em Joinville-SC, onde moro. Em 2008 elegeram o Carlito Merss do PT para a prefeitura. Já em 2009 a cidade passou a ter Parada Gay por iniciativa da Prefeitura que mobilizou diversos funcionários públicos para apoiar o evento e patrocinou o evento via Fundação Cultural de Joinville. Isso tudo contra a vontade da maioria esmagadora da população, pois ninguém esperava isso quando o elegeu.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Cristãos devem defender Leis Cristãs

Cristãos devem defender Leis Cristãs
(Texto inspirado em William Willbeforce)

É muito comum ouvirmos cristãos dizendo que os cristãos não devem defender leis contra o aborto, contra o homossexualismo ou qualquer outro tema porque criar leis não combina com o evangelho (1).

É dito ainda que Deus não obriga ninguém a nada, pois deu livre-arbítrio ao homem, e portanto não devemos obrigar. Dizem: "Se Deus não obriga ninguém a obedecê-lo, quem somos nós para obrigar alguém?" (2)

E também há os que dizem que uma lei não transforma o coração das pessoas, e já que Deus olha o coração, não devemos nos ocupar com leis (3).

São 3 argumentos interessantes. Tudo isso é muito bonito quando temos em mente a tarefa da igreja de evangelizar as pessoas. Mas na verdade essa é uma tentativa do diabo de calar os cristãos. Que aliás tem tido sucesso.

De fato não podemos obrigar ninguém a se converter ao cristianismo, e lei alguma transforma o coração das pessoas. Querer converter às pessoas ao evangelho através de leis seria uma tolice e não combinaria com o ensino de Cristo. Aliás, foi essa tolice que o Imperador Constantino cometeu: editou uma lei dizendo que todos deveriam se converter ao cristianismo!

Hoje não temos visto nenhum cristão querendo repetir esse erro. O que temos visto são cristãos que almejam leis justas e responsáveis para seu país!

A rigor, nenhuma lei combina com o evangelho, afinal toda lei pune de alguma forma (condena, multa, prende ou executa). O Evangelho não condena ninguém nem a multas, nem a prisões, nem à morte. O Evangelho não veio para condenar, multar, prender ou executar nenhum criminoso, por pior que seja. O único tipo de condenação que o Evangelho menciona é a condenação eterna para os homens que escolhem viver no pecado.

Mas as leis são necessárias para evitar o caos na sociedade. As leis servem para refrear os pecados das pessoas, e sem elas ficaríamos a mercê do "salve-se quem puder".
Foi o próprio Deus quem disse que o Estado deve cumprir esse papel protetor.

Rom:13:1: TODA a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há foram ordenadas por Deus.
Rom:13:2: Por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação.
Rom:13:3: Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer a potestade? Faze o bem, e terás louvor dela.
Rom:13:4: Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal.
Rom:13:5: Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência.
Rom:13:6: Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo.


Uma vez que o Estado tem esse papel protetor, as leis do Estado devem ser justas. E como vivemos numa democracia nada mais natural que nós cristãos nos mobilizarmos por leis justas, baseadas nos valores bíblicos. Sabemos que os valores bíblicos trazem bênção e prosperidade para o povo que o pratica. Os cristãos primitivos não se mobilizaram politicamente pois não viviam numa democracia, mas a pregação deles foi mudando a opinião pública da época em vários assuntos, afetando a sociedade e mais tarde o Império todo. E hoje além de mudar a opinião pública pela pregação, podemos exercer nossa cidadania.

Em nossa nação temos leis que condenam os assassinatos, os estupros, o roubo, a pedofilia, etc... Da mesma forma precisamos de leis que condenem o aborto, o casamento gay, o infanticídio indígena, a maconha, etc.

No que se refere ao Evangelho Jesus ama a todos e quer salvá-los (pedófilos, assassinos, estupradores, etc). Mas o país precisa de leis que proíbam a pedofilia, assassinatos, estupros, prostituição, etc.

À medida que entendemos a profundidade de nossa própria cosmovisão cristã, não levaremos uma vida meramente de contemplação, mas também de ação.

Hoje em dia, mais do que nunca, os cristãos precisam se unir para defesa de leis justas no Parlamento. É  preciso impregnar a sociedade com os valores da Palavra de Deus. Precisamos "salgar" a terra. Não falo apenas em eleger políticos cristãos, mas também de conscientizar a sociedade e pressionar os parlamentares.

A sociedade já sabe porque roubar e matar é ruim. Mas é preciso mostrar à sociedade porque o aborto e a ideologia de gênero são ruins. Além de dizer que a Bíblia condena, temos fortes argumentos que mostram o malefício de liberar essas práticas.

Alguns alegam que não devemos impor nossos valores. Na verdade a questão é: quem vai impor valores: os "esquerdistas" ou os conservadores? Se formos omissos estaremos aceitando que valores anti-cristãos prevaleçam, mesmo numa sociedade com maioria cristã.

Todos sabemos que o testemunho cristão deve ter primazia e nesse sentido a igreja evangélica tem questões a tratar. Mas muitos cristãos não percebem que esse discurso de não envolver-se politicamente é o mesmo que fez a Igreja Cristã da Alemanha calar-se diante do NAZISMO. Poucos cristãos combateram o nazismo na época, mas hoje são vistos como heróis. Hoje podemos erguer nossa voz ou calar-se diante da ideologia socialista.

No século XVIII William Willbeforce (*) e outros cristãos se mobilizaram pelo fim da escravidão no Reino Unido. São admirados até hoje porque decidiram lutar por leis justas, por leis cristãs. Willbeforce era a voz cristã no Parlamento, mas os cristãos abolicionistas fizeram muitas ações para conscientizar a sociedade: distribuíram o livro de um ex-escravo contando os maus tratos que sofreu e também o livro de um ex-capitão de navio negreiro, contaram a todos como era o interior dos navios negreiros, levaram pessoas para conhecer essa realidade, pregaram aos quatro cantos que todos os homens são iguais perante Deus...

Com toda essa mobilização mudaram a opinião pública - isso levou décadas!
E vale dizer que nem todos os cristãos da época concordavam com o grupo abolicionista.

Assim como hoje nem todos os cristãos se mobilizariam contra o casamento gay ou o aborto, mas se aqueles que entendem a seriedade do assunto se mobilizarem podemos mudar a opinião pública.

Alguns afirmam que é melhor não fazer nada e enfrentar a perseguição depois. Mas vemos que o apóstolo Paulo desejava que os cristãos tivessem uma vida sem perseguição do Estado: [Ore] Pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade (1Tm:2:2).

Sabemos que a mídia hoje criticará qualquer iniciativa contra o casamento gay ou o aborto. Os cristãos abolicionistas também foram difamados e criticados, mas no final o mundo entendeu que estavam certos. Os cristãos que lutaram contra o nazismo (nacional-socialismo) eram mal vistos, mas hoje são heróis!

Se queremos evitar sérios prejuízos para as gerações futuras precisamos nos posicionar abertamente contra o aborto, ideologia de gênero, pedofilia, feminismo, liberação das drogas ou qualquer outra investida diabólica que ameace a dignidade humana. E fazer isso com bons argumentos.

Se você é cristão ou simpatiza com essa causa, você pode:
- associar-se a um grupo pró-vida;
- votar em políticos cristãos sérios (**);
- divulgar testemunhos de homossexuais convertidos ou de sobreviventes de abortos;
- publicar textos mostrando como o aborto é cruel, etc;
- e muitas outras ações.

Faça sua parte! Aja pelo bem da sociedade.

Muitos nos virão como fundamentalistas. Não se preocupe: é preferível o aplauso de Deus do que dos homens.

Sobre gêneros e homossexualidade:
- Lembre-se que não estamos lutando contra os gays, trans, etc. Queremos o bem deles.
- As igrejas cristãs precisam fazer a lição de casa: fortalecer o discipulado e estar preparadas para acolher aqueles que querem abraçar a heteronormatividade.

Em amor,
Pr Cleber.

(*) Recomendo a você assistir o filme "Jornada pela Liberdade" - o filme conta a história de William Willbeforce. 
(**) Também tenho restrição com vários políticos cristãos que não dão testemunho, que compram votos de igrejas, etc. Mas ainda creio no poder de Deus para transformar as pessoas e mantê-las puras mesmo no meio sujo que é a política.
(***) Por fim vale dizer que também devemos nos posicionar também contra a corrupção que assola o país, especialmente no meio político. Essa é uma causa que a sociedade já está abraçando, mas que precisamos apoiar. A bancada evangélica deveria ser o baluarte da honestidade. Temos que exigir isso.


Adendo 1: Não penso que tudo que está na Bíblia deva virar lei, mas muita coisa precisa ser mantida na lei pelo bem da sociedade.

Adendo 2: Não defendo uma teocracia, mas uma democracia onde os cristãos façam valer sua voz. Creio que deve haver a separação Igreja/Estado, mas a Igreja não deve se calar, deve pressionar! É contraditório que em países de maioria cristã se aprovem leis pró-aborto, casamento gay, liberem a maconha, legalizem a prostituição, etc... No Estado Laico não existe uma religião oficial, mas os cidadãos de todas as religiões podem participar da política ativamente se assim desejarem. Nós cristãos não podemos nos calar.

Adendo 3: Sei que certos parlamentares evangélicos agem por interesses próprios visando liberar som alto de igrejas, conseguir terrenos, impedir que templos sejam vistoriados, etc. Definitivamente esse corporativismo não tem respaldo bíblico e não chamo isso de leis cristãs.